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Documentário retrata trajetória de resistência do Ilê Axé Icimimó e reúne público na UFRB

Estudantes, pesquisadores, integrantes de comunidades tradicionais e moradores de Cachoeira acompanharam, na tarde da última quinta-feira (12), a exibição do curta-metragem Casa Forte Terra Forte, realizado pelo Ilê Axé Icimimó. A atividade aconteceu em espaço da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e contou com acessibilidade em Língua Brasileira de Sinais (Libras).


O documentário apresenta a história do Ilê Axé Icimimó, destacando a importância da defesa do território para a manutenção das práticas religiosas, culturais e comunitárias desenvolvidas pelo terreiro. A narrativa percorre a trajetória da comunidade desde sua fundação, evidenciando os processos de resistência construídos ao longo dos anos diante das dificuldades enfrentadas para garantir a permanência no espaço.


Além de resgatar memórias e histórias da comunidade, a produção também lança luz sobre os desafios contemporâneos enfrentados pelo terreiro. Entre eles, estão episódios de racismo religioso, perseguições e ataques que seguem impactando comunidades de terreiro em diferentes regiões do país.


Após a exibição, o público participou de uma roda de conversa com integrantes da equipe responsável pela realização da obra. O encontro possibilitou reflexões sobre a importância dos territórios tradicionais de terreiro como espaços de preservação de saberes ancestrais, fortalecimento da identidade cultural e promoção da cidadania.


A atividade também reforçou o papel do audiovisual como ferramenta de valorização da memória, ampliando o debate sobre a necessidade de proteção dos espaços sagrados.


Casa Forte Terra Forte foi produzido com apoio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), por meio dos recursos da Lei Paulo Gustavo, política pública criada para incentivar a produção cultural e audiovisual em todo o país.

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