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Ilê Axé Ejigbô recebe a 19ª edição da Alvorada dos Ojás em homenagem a Oxalá, Lissá e Lemba

A 19ª Alvorada dos Ojás, rito marcado pela colocação de ojás brancos nas árvores de Salvador, neste ano homenageia o Orixá Oxalá, Vodun Lissá e o Nkise Lemba. A ação reforça anualmente o compromisso com a paz e o respeito à liberdade religiosa. A tradição circula entre diferentes terreiros a cada edição e em 2025, o escolhido para receber a celebração é o Ilê Axé Ejigbô. As atividades terão inicio nesta sexta-feira (12), às 18h, no Dique do Tororó.


O Coletivo de Entidades Negras (CEN), que atua nacionalmente na defesa dos direitos da população negra, organiza a Alvorada há 19 anos. Para 2026, o ato reforça o chamado por um voto consciente, capaz de barrar iniciativas extremistas que incentivam o racismo religioso e a desinformação.


Depois de afirmar a luz, nomeamos a urgência: a violência contra a juventude negra da Bahia rompe qualquer ética de sociedade. Que este chamado fortaleça escolhas capazes de proteger vidas, restaurar dignidades, e reposicionar a paz como compromisso coletivo. Sob Oxalá que acalma, Lissá que ilumina e Lemba que pacifica, que a Bahia reencontre serenidade e que a juventude negra viva”, afirma Pai Marcio Ferreira, babalorixá do Ilê Axé Ejigbô e coordenador jurídico do (CEN).


Os pedidos feitos durante a Alvorada ganham forma no gesto de adornar as árvores de Salvador com os ojás, os mesmos tecidos usados no dia a dia para cobrir a cabeça de adeptos do candomblé durante os rituais. Neste ano, a amarração dos panos sagrados será realizada no Dique do Tororó, Campo Grande, Corredor da Vitória e em Cajazeiras XI, onde fica o terreiro anfitrião. Antes da ação, o templo que recebe a edição abre, às 18h, a cerimônia de sacralização dos ojás, seguida de saudações de lideranças sociais, políticas e religiosas, em um momento de caráter ecumênico.


Sob nosso Pai Oxalá, buscamos a clareza que reorganiza caminhos. Sob nosso Pai Lissá, reconhecemos a luz que orienta ciclos. Sob nosso Pai Lemba, sustentamos a cura que integra corpo, espírito e território. A paz aqui é prática, método e governança do cuidado. Cada alá erguido declara confiança no futuro e no poder de transformar destinos”, destacou a coordenadora nacional de gênero do CEN, Iraildes Andrade.


Como de costume, os tecidos serão pintados em branco sobre branco, sob a condução do artista plástico Alberto Pitta, presidente do Cortejo Afro. Todos os anos, ele cria uma estamparia exclusiva para a Alvorada dos Ojás e coordena a pintura dos panos em seu ateliê, no Ilê Axé Oyá.


O evento é apoiado pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SEADES) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI).


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