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Liga do Dendê apresenta coletânea “Contos para Ibejada” e fortalece a formação de novos escritores


A coletânea infantojuvenil Contos para Ibejada, organizada pela Liga do Dendê, será lançada oficialmente nesta terça-feira (21), às 13h, na programação da Bienal do Livro Bahia, no Espaço Leia Mais. A obra reúne 26 autores e autoras negros da Bahia e marca mais um passo na consolidação da literatura negra voltada às infâncias e juventudes no estado.


Antes do lançamento oficial, o livro já havia sido apresentado ao público em dois momentos de pré-lançamento: no dia 18 de abril, no espaço da Fundação Gregório de Mattos, e nesta segunda-feira (20), no espaço da Fundação Pedro Calmon, ambos integrando a programação da Bienal.


Organizada por Cássia Valle, Denise Ferreira, Luciana Palmeira, Paula Brito e Taísa Ferreira, a coletânea propõe uma imersão em narrativas que dialogam com a ancestralidade, a memória e a identidade negra, a partir de referências afro-brasileiras e afrodiaspóricas. Com ilustrações de Edson de Souza e diagramação de Esa Gomes, o livro reafirma o compromisso da Liga do Dendê com a valorização de produções literárias negras no cenário baiano.


Criada em 2021, a Liga do Dendê tem atuado na promoção de encontros, ações formativas e publicações que ampliam a visibilidade de escritores negros. Segundo Cássia Valle, uma das organizadoras, a iniciativa nasce de um princípio coletivo. “Entendemos a escrita como continuidade de memória e também como construção de futuro. Quando falamos de saída, falamos de coletividade. Ninguém constrói nada sozinho. Nossa escrita é roda, é encontro, é movimento”.


Voltado ao público infantojuvenil, Contos para Ibejada reúne histórias que percorrem saberes ancestrais e experiências culturais negras, convidando crianças e jovens a reconhecerem e valorizarem suas origens. As narrativas transitam entre memória, imaginação e pertencimento, fortalecendo o orgulho identitário desde a infância.


A programação do coletivo na Bienal também marca o lançamento da Liguinha do Dendê, iniciativa voltada à formação de novos autores mirins. O projeto reúne crianças e jovens escritores negros em um ambiente de incentivo à escrita e circulação literária, envolvendo também suas famílias no processo criativo.


Zion Passos, um dos escritores mirins, diz se sentir feliz em participar com outras crianças de uma iniciativa como essa. “Eu acho que isso ajuda outras crianças a se inspirarem para escrever, porque, quanto mais de nós forem entendendo, compreendendo, que nós também devemos escrever, que nós podemos, nós temos, devemos, se quisermos escrever, mais ajuda no construção de uma sociedade que não entende que só porque você é negro, você não pode fazer as coisas. Podemos, sim”.


A Liguinha nasceu do desejo de uma criança e se expandiu como rede de incentivo para que outras também escrevam, publiquem e reconheçam o valor de suas próprias histórias, segundo Taísa Ferreira.


Participam da coletânea Paula Brito, Cássia Valle, Taísa Ferreira, Denise Ferreira, Akin Rudá Ferreira, Dennis Emanuel Ferreira, Genivaldo Santos, Jamile Kyanda Barboza, Raí Santana, Carine Barboza, Jacqueline Meire, Luis Pedro Azevedo, Zion Passos, Yalle Tárique, Bia Barreto, Maurício Akin, Anderson Shon, Duda Santhana, Luciana Palmeira, Aysha Oliveira, Carol Adesewa, Jaqueline Santana, Joaquim Jesus, Ladjane Alves Souza, Niní Kemba Nàió e Ulisses Passos.

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