Escritora baiana realiza circuito de literatura negra em Angola e fortalece intercâmbio cultural
- projetookandudu
- há 13 horas
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A escritora e contadora de histórias Niní Kemba Náyò, está em Angola, acompanhada da escritora Taísa Ferreira e do fotógrafo Edimar Oliveira, onde realiza a terceira edição do Circuito LiteAfroInfantil: Literatura Negra para as Infâncias. A iniciativa promove, nesta semana, uma série de atividades voltadas ao público infantil, como contação de histórias, lançamentos literários e oficinas, com foco no acesso à literatura e no letramento racial de crianças negras.
As atividades começaram no dia 1° e 4 de abril, na Biblioteca Contr' Ignorância, ocorreram dia 5, na Associação Livro São Portas, e encerram hoje (7), na Anim'art, reunindo crianças, educadores e agentes culturais em torno da valorização da cultura africana e afro-brasileira.
Criado por Niní, que pesquisa literatura negra para as infâncias desde 2007, o projeto teve início em 2024 e já passou pelo Recôncavo da Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco. Nesta terceira edição, o circuito amplia seu alcance e fortalece conexões com o continente africano, a partir da troca de saberes e da valorização das narrativas negras.
“Poder voltar para Angola, com o trabalho que eu venho realizando aqui em Salvador, é a realização de um sonho. É voltar para casa e levar comigo também a realização do sonho das minhas ancestrais, das minhas mais velhas, dos meus mais velhos. Esse projeto é um dos meus mais bonitos e mais potentes projetos. Eu espero que seja o primeiro de muitos outros retornos para nossa casa, nossa Mãe África”, afirma a escritora.
O Circuito LiteAfroInfantil tem como objetivo incentivar a leitura, promover a literatura negra baiana e criar vínculos com escritores e agentes culturais angolanos, além de contribuir para a construção de identidade e pertencimento entre crianças negras.
Para Taísa, integrar a iniciativa em território africano representa um marco na trajetória profissional. “Este projeto une o compromisso com as infâncias ao resgate da nossa ancestralidade”, destaca.
Já o fotografo, Edimar Oliveira, ressalta a dimensão simbólica da experiência. “Estar em Angola, celebrando junto ao meu povo, é um verdadeiro presente ancestral”, afirma.
O projeto conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura. A iniciativa também tem apoio internacional de organizações como Flotar, Omi Plataforma e a Biblioteca Contra a Ignorância, além de produção local de Dilson Maria.





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