
Projeto Abayomi encerra ciclo formativo sobre redução de danos em terreiros de Candomblé, em Salvador
O projeto Abayomi: Territórios Sagrados na Redução de Danos encerra seu II Ciclo Formativo nesta quinta-feira (29), às 16h, com uma programação aberta à celebração e à partilha dos resultados da iniciativa. Promovido pela Ayomidê Yalodê, Coletiva de Mulheres Negras e LBTs, o encontro será realizado no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, em Salvador.
A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre as práticas de cuidado desenvolvidas nos terreiros de candomblé e as políticas públicas de saúde e redução de danos, a partir das experiências e dos saberes de terreiro, mulheres negras e LBTs. A proposta reconhece espaços religiosos como territórios de acolhimento, proteção e produção de conhecimento, capazes de contribuir para a construção de estratégias de cuidado e garantia de direitos.
A programação inclui o lançamento de cartilhas temáticas, a exibição de um minidocumentário sobre o projeto, o lançamento de uma exposição fotográfica e uma apresentação musical de voz e violão. A atividade também pretende compartilhar as práticas de cuidado construídas durante o ciclo formativo e apresentar os resultados do trabalho desenvolvido coletivamente.
Segundo Altamira Simões, Idealizadora e Coordenadora Geral do projeto, a importância do encerramento do segundo ciclo é justamente reafirmar o compromisso da Ayomidê com as causas, com a agenda que está sendo pautada por um grupo da sociedade.

“É fundamental que outros grupos também sejam inseridos nas pautas políticas que diz respeito sobretudo à população negra e os povos de terreiro que são guardião do cuidado e da fé precisa ser inserido no debate a partir do seu olhar, das suas vivência e do seu modo de fazer cuidado do seu modo de promover saúde", diz.
Com base na educação popular, o projeto aposta na troca de experiências e na valorização dos conhecimentos das comunidades. A iniciativa também defende a participação dessas populações na formulação de políticas públicas, considerando suas demandas, experiências e formas próprias de organização do cuidado.
O encerramento marca uma etapa de sistematização e divulgação dos conhecimentos produzidos ao longo da formação, além de reforçar a importância do reconhecimento dos terreiros como interlocutores na construção de políticas de saúde e redução de danos.





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