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Projeto Abayomi encerra ciclo formativo sobre redução de danos em terreiros de Candomblé, em Salvador

Projeto Abayomi encerra ciclo formativo sobre redução de danos em terreiros de Candomblé, em Salvador

há 14 horas
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O projeto Abayomi: Territórios Sagrados na Redução de Danos encerra seu II Ciclo Formativo nesta quinta-feira (29), às 16h, com uma programação aberta à celebração e à partilha dos resultados da iniciativa. Promovido pela Ayomidê Yalodê, Coletiva de Mulheres Negras e LBTs, o encontro será realizado no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, em Salvador.


A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre as práticas de cuidado desenvolvidas nos terreiros de candomblé e as políticas públicas de saúde e redução de danos, a partir das experiências e dos saberes de terreiro, mulheres negras e LBTs. A proposta reconhece espaços religiosos como territórios de acolhimento, proteção e produção de conhecimento, capazes de contribuir para a construção de estratégias de cuidado e garantia de direitos.


A programação inclui o lançamento de cartilhas temáticas, a exibição de um minidocumentário sobre o projeto, o lançamento de uma exposição fotográfica e uma apresentação musical de voz e violão. A atividade também pretende compartilhar as práticas de cuidado construídas durante o ciclo formativo e apresentar os resultados do trabalho desenvolvido coletivamente.



Segundo Altamira Simões, Idealizadora e  Coordenadora Geral do projeto, a importância do encerramento do segundo ciclo é justamente reafirmar o compromisso da Ayomidê com as causas, com a agenda que está sendo pautada por um grupo da sociedade.



“É fundamental que outros grupos também sejam inseridos nas pautas políticas que diz respeito sobretudo à população negra e os povos de terreiro que são guardião do cuidado e da fé precisa ser inserido no debate a partir do seu olhar, das suas vivência e do seu modo de fazer cuidado do seu modo de promover saúde", diz.


Com base na educação popular, o projeto aposta na troca de experiências e na valorização dos conhecimentos das comunidades. A iniciativa também defende a participação dessas populações na formulação de políticas públicas, considerando suas demandas, experiências e formas próprias de organização do cuidado.


O encerramento marca uma etapa de sistematização e divulgação dos conhecimentos produzidos ao longo da formação, além de reforçar a importância do reconhecimento dos terreiros como interlocutores na construção de políticas de saúde e redução de danos.

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