Sorodó reúne povo de axé no Dique do Tororó em homenagem a Oxum
- projetookandudu
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Realizado anualmente no dia 1º de fevereiro, o Sorodó reúne o povo de Candomblé em um cortejo religioso em homenagem a Oxum, antecedendo a tradicional Festa de Iemanjá. A celebração reafirma a união do povo de axé, a preservação ambiental; A concentração está marcada para as 17h30, no Dique do Tororó, com a saída do cortejo prevista para as 19h.
O presente será entregue no deck, em frente à Arena Fonte Nova. O trajeto será embalado pelo ritmo do ijexá, com participação do Afoxé Filhos de Gandhy, Carlinhos Brown, Orquestra de Agogôs, Grupo Ayó Orin e da banda afrofeminina Yaya Muxima.
Nos últimos anos, o Sorodó vem sendo reavivado e consolidado no calendário das festas populares de Salvador, reunindo uma multidão. A celebração é mantida pela união do povo de axé, com a articulação da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia (AFA), do terreiro Vodun Zo e do Grupo Ayó Orin.
Para João Guilherme, diretor geral do Grupo Ayó Orin, o Sorodó é um chamado à união do povo de santo. "O Sorodó veio para mostrar que o povo de santo tem que se unir, ir para a rua, levar a nossa bandeira do axé, comungar uma palavra amiga. A gente pede sempre a Oxum que esteja conosco, nos lavando, nos purificando, porque a Oxum é isso! Ela é a mãe que nunca desampara seus filhos (as). O Sorodó é o reencontro com a Oxum", afirma.
Além do caráter religioso, o evento reforça a relevância histórica e simbólica do Dique do Tororó para as comunidades tradicionais de terreiro. A tradição teve origem na década de 1990, quando uma moradora da região, após alcançar a cura da filha, passou a oferecer anualmente um presente a Oxum, dando início ao ritual.





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