Terreiro Zoogodô Bogum Malê Hundó é tombado como Patrimônio Cultural da Bahia
- Projeto Ọkàn Dúdú

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O Governo da Bahia oficializou o tombamento do Terreiro Zoogodô Bogum Malê Hundó, como Patrimônio Cultural da Bahia. O decreto, publicado no Diário Oficial do Estado em 31 de julho de 2026, reconhece o valor histórico, religioso, arquitetônico, paisagístico e cultural do templo, um dos mais antigos e importantes da tradição Jeje-Mahi em funcionamento no país.
O processo de tombamento foi iniciado em 2019 e percorreu todas as etapas técnicas previstas na legislação estadual. Durante sua tramitação, recebeu pareceres favoráveis do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) e do Conselho Estadual de Cultura (CEC), culminando na homologação pelo Governo do Estado.

A oficialização acontece em um momento de fortalecimento das políticas de preservação dos patrimônios religiosos de matriz africana na Bahia. Em julho deste ano, outros três importantes terreiros também tiveram seus processos de tombamento concluídos: Omo Ilê Agboulá, na Ilha de Itaparica, Ilê Asé Kalé Bokún, no bairro de Plataforma, em Salvador; e Ilê Axé Onirê, em Santo Amaro.
Localizado na Ladeira Manoel do Bonfim, no bairro Engenho Velho da Federação, em Salvador, atualmente, o Terreiro é liderado pela Vodunnon Zaildes Iracema de Mello, conhecida como Mãe Índia. Além de sua relevância religiosa, o terreiro desempenhou papel fundamental na formação social e cultural do bairro Engenho Velho da Federação. A região concentra um expressivo número de casas de Candomblé e comunidades tradicionais, constituindo um dos principais territórios de preservação das religiões de matriz africana em Salvador.
O tombamento garante proteção legal ao conjunto arquitetônico, aos elementos paisagísticos e ao patrimônio material vinculado ao terreiro, além de reconhecer oficialmente sua contribuição para a formação histórica, cultural e religiosa da Bahia.





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