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Yemojazz integra a exposição “Padê: sentinela à porta da memória” com obra sobre Exú, ancestralidade e travessia espiritual

Foto: Arquivo Yemojazz
Foto: Arquivo Yemojazz

A artista e Ìyálórìṣà Omilade, conhecida nas redes sociais como Yemojazz, integra a exposição “Padê: sentinela à porta da memória”, em cartaz no Museu Afro Brasil Emanoel Araújo. A mostra foi segue em exibição até julho deste ano, e reune artistas que dialogam com ancestralidade, espiritualidade e memória.


Na exposição, Yemojazz apresentou uma obra que articula poemas sobre Exú e uma instalação na parte interna do museu, compondo um percurso sensorial que atravessa palavra, corpo e espaço. Sua participação se constrói como uma experiência que tensiona linguagem, espiritualidade e memória ancestral.


Partindo da compreensão de Exú como princípio de movimento, comunicação e abertura de caminhos, a artista criou uma narrativa poética, onde os seus poemas que evocam "encruzilhadas simbólicas", locais de decisão, conflito e potência. A instalação complementa essa narrativa ao convidar o público para uma imersão sensível, transformando a experiência estética em travessia espiritual.


O trabalho dialoga diretamente com o conceito curatorial da mostra, que propõe reflexões sobre memória ancestral e reconexão com saberes tradicionais. Nesse contexto, a participação de Yemojazz se destaca ao integrar estética e espiritualidade como ferramentas de reinterpretação cultural.


A obra também se afirma como um gesto político. Ao abordar Exú para além de estigmas históricos, a artista convoca às pessoas a compreendê-lo como símbolo de comunicação, transformação e possibilidade, ampliando o debate sobre religiosidade afro-brasileira no campo das artes contemporâneas.

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